Ruskin abriu uma discussão sobre o papel do design na sociedade, e defendia que o design recuperasse o aspecto artístico, pois naquela época, devido à Revolução Industrial ocorria uma intensa massificação dos produtos. Ruskin via o design como um conjunto que abrangia a estética, a forma, o social, a função e a política. Influenciado por Ruskin, Morris tinha interesse em integrar teoria e prática. Suas idéias era baseadas no Socialismo, e ele via no Design um modo de integrar arte com reforma social. Morris também era contra a massificação, e achava que o design deveria fazer parte de um processo criativo, unindo-se à arte, alcançando a categoria de arte útil. A espiritualização deveria fazer parte do design, ou seja, a criação de um objeto deveria vir de um criador, originar-se de uma idéia criativa, e não se moldar à idéia de reprodução em massa, o que traira um progresso vazio e alienante. O artista tem então, um papel fundamental para o design, segundo a escola de Morris. Morris, que foi o criador do “Movimento da Manufatura e Artes” (Arts and Crafts), defendia que o artista com uma consciência social poderia direcionar seus esforços de maneira mais interessante sendo um mero artesão, dessa forma servindo a sociedade de objetos que tivessem alem de sua função, um cuidado com a forma e estética, e proporcionasse prazer a quem os observasse. Vários designers foram influenciados por esse modo de pensar de Morris, como por exemplo o designer Arthur Mackmurdo, que se inspirava na História da Arte para a criação de suas peças, e defendia a abolição da distinção entre Belas Artes e Artes Aplicadas. Devido a tudo isso, naquela época o design era muito influenciado pela arte, principalmente porque haviam muitas questões ideológicas envolvidas, que defendiam que arte e design deveriam se unir.
Conclusão – 2ª Aula Sábado, Set 2 2006
Art & Design 3:34 pm
Como visto anteriormente, a arte decorativa pensava e produzia peças exclusivas para os integrantes da aristocracia. Destacou-se com seu design de detalhes, materiais nobres e de maior qualidade. O ouro foi muito utilizado. Sua forma de expressão focava principalmente o status. No séc. XIX, na Inglaterra, surgiu o DESIGN DA REFORMA. Não havia uma preocupação tão grande com os detalhes das peças, mas sua função é pensada, agregando valores à sociedade com a preocupação de organizá-la, inserindo a sua cultura melhores condições de vida. Os móveis não tinham nenhuma intenção de uso e praticidade, as peças são elaboradas com conceito e funcionalidade. Exemplo: ESCRIVANINHA, trouxe maior organização ao ambiente de trabalho, causando até um rendimento maior nos escritórios onde eram utilizadas. MESA DE JANTAR: seu conceito foca o VALOR MORAL. Aproximando as pessoas na hora do jantar, fazendo com que elas compartilhassem seus desejos e ideais. Logicamente a REFORMA surgiu de um interesse comercial e também pelo contexto histórico, diante da evasão do campo para a cidade, com grandes concentrações de pessoas em busca de trabalho, causando grandes diferenças sociais e a reurbanização. Além disso, essa nova forma de pensar causou polêmica entre alguns artistas, que se incomodaram definindo como “rebaixamento do design”. No entanto houve uma modificação na cultura e hábitos da sociedade. As peças dos designers se tornaram COMMODITIES, mercadorias de valor agregado, diferente do que acontecia na arte decorativa. O acesso aos objetos aumentou cada vez mais e a população passou a ter aquilo que antes só pertencia aos “escolhidos”, a aristocracia. Com a Revolução Industrial e avanço da tecnologia, houve boa aceitação da sociedade causando um aumento excessivo da produtividade. Assim, o padrão de vida dos artistas e também dos seus consumidores aumentou, modificando as relações sócio-econômicas e estabelecendo a função do design para a sociedade.