Em meados do século XVI, objetos decorativos começaram a ter pela primeira vez um valor de status atribuídos a eles. A monarquia e a nobreza começaram a se interessar por esses adereços, tapeçarias, porcelanas, e artefatos de decoração, foram transformados em objetos de desejo e luxo, através da aplicação de ouro em livros e porcelanas, que demonstrava prestígio e posição social. Surgiu então, a primeira indústria de manufatura de artes decorativas, comandada por Charles Le Brun que supervisionava as atividades manufaturadoras da Gobelins, onde assinava os desenhos que iam nas tapeçarias. Na Alemanha também se iniciou a manufatura de peças valiosas de porcelana para a burguesia. Todo esse surgimento levou à necessidade de que artistas se dedicassem ao desenho de peças exclusivas, agregando mais valor a esses produtos. Os artistas começaram a assinar como diretores de criação, sendo que a produção mecânica do produto era feita por trabalhadores manuais. Essa situação levou os artistas a terem uma situação social privilegiada em relação aos que manufaturavam os produtos. O advento desse novo tipo de desenho leva a uma nova preocupação estética no começo de séc. XVIII: o desenho de livros e materiais impressos. Surge então, um novo mercado para artistas, que se dedicam à criação de livros, estudos de diagramação, tipografia, espaçamento, margens e formas das letras que são realizados, com o objetivo de se criar modelos de obras mais elaboradas e com maior legibilidade. Graças a esse novo movimento do design foi criado um mercado que abrangia mais do que somente artistas, abriram-se espaço para tipógrafos, diagramadores, ilustradores e outros profissionais da área; e com isso o livro se tornou um objeto mais acessível. Esse período foi muito importante para a evolução das artes gráficas, pois daí surgiu o sistema de fontes utilizado até hoje, influenciando designers dos dias atuais.
Conclusão – 1ª Aula Quarta-feira, Ago 23 2006
Art & Design 8:33 pm